“A História da Imprensa”: 1ª etapa da restauração

Devido à restauração do mural História da Imprensa, não estamos atualizando o site com a frequência que desejaríamos.

Enquanto isso, compartilhamos um pouquinho deste trabalho que nos tem tomado tanto tempo, porém que a cada dia nos orgulhamos mais de termos a oportunidade de fazê-lo.

Como uma prévia, apresentamos uma pequena história sobre a obra e fotos da fase inicial de limpeza do primeiro painel (Papiro).

Na obra de Pennacchi, a pintura mural a óleo foi utilizada como fase intermediária entre a têmpera e o afresco. O artista conhecia bem a composição e a técnica da pintura a óleo. Experiências demonstram que, com um conveniente tratamento superficial – reboque bem seco, lixado e com aplicação posterior de uma massa fina e uma proteção (verniz que fazia as vezes de um agente selante) –, a parede podia receber tinta a óleo e apresentar bom resultado em termos de aderência do óleo ao substrato (a parede) e de retenção de cor. (PENACCHI, 2002: 20)

A técnica foi muito utilizada por Pennacchi; contudo, restaram poucos exemplares: o ciclo da História da Imprensa executada para o hall de entrada do antigo edifício sede de A Gazeta, atual prédio do Foro da 2ª CJM do STM; as pinturas alegóricas na residência de Nicolao Filizola; e as composições religiosas na capela da fazenda de Agostinho Prada; hoje Fazenda São José, de propriedade da Fundação Carlos Chagas, em Santa Rita do Passa Quatro/SP.

A relevância de a História da Imprensa reside, ainda, em suas grandes proporções (12,0 x 2,5 m) e sua adequação à arquitetura do edifício e sua permanência no local para onde foi planejado, haja vista que outros murais de Pennacchi em virtude da demolição dos prédios, para os quais haviam sido pintados, foram retirados e transferidos para outras localidades; na inovação de Pennacchi que trouxe a pintura mural para dentro de uma edificação de labor; em sua característica única quanto à temática, entretanto, constituindo-se indubitavelmente de um exemplar a representar a obra de Pennacchi pelo rigor técnico da composição, por sua paleta de cores, por seu caráter simples da narrativa e pela presença humana em atribuições cotidianas; no seu caráter público, podendo ser visitado, em contrapartida a outros murais do artista que se encontram em residências particulares; e, por fim, é tido por estudiosos da obra de Pennacchi como o derradeiro óleo sobre parede executado pelo artista.

O crítico de arte Ségio Millet, em 1941, comenta “(…) e do quanto sua obra é apreciada temos a prova nos trabalhos que já executou em inúmeros prédios modernos da cidade. Os painéis da Gazeta, por exemplo, em que desenvolve uma história sucinta da imprensa, desde o papiro até a rotativa”. (PENNACCHI, 2002: 16)

 

Bibliografia:

BARDI, Pietro Maria. Fulvio Pennacchi. Raízes, 1982;

PENNACCHI, Valerio Antonio. Pennacchi: pintura mural. São Paulo: Metalivros, 2002;

PENNACCHI, Valerio Antonio. Pennacchi: quarenta anos de pintura. Etallis, 1973

PENNACCHI, Valerio Antonio. Ofício de Pennacchi. Raízes, 1989.

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