Limpeza: “gel aquoso”

Limpeza e higienização de moldura com douração

A opção pela utilização de gel aquoso para a limpeza e higienização das molduras com douração permitiu que o trabalho do conservador-restaurador fosse realizado com mais conforto, sem a necessidade de uso de EPIs (espessante, água deionizada e surfactante), possibilitando, ainda, um trabalho mais limpo, pois se evita que a solução escorra, bem como maior eficiência e controle, uma vez que o gel age por mais tempo em áreas delimitadas.

Reintegração cromática: “mimética diferenciada”

Por que a denominação reintegração cromática "mimética diferenciada", e não "tratteggio" ou "seleção cromática"?

Há algum tempo, quando pesquisávamos sobre a evolução das técnicas de reintegração, nos deparamos com o termo "mimética diferenciada" (no artigo "History of visual compensation for paintings" de Jilleen Nadolny) e resolvemos, a partir daí, adota-lo, haja vista que sabíamos que as designações "tratteggio" ou "seleção cromática" não se aplicavam integralmente à modalidade de reintegração cromática que vínhamos executando, tampouco se aplicam às variantes que são utilizadas, mais modernamente, como técnicas reconstrutivas pictóricas. Senão, vejamos: tem-se por "tratteggio" a técnica que  é mecânica e repetitiva, originalmente realizada com aquarela, com cores iminentemente puras, podendo ser misturadas na paleta de acordo com a necessidade, com um sistema de linhas rígidas e verticais e que tinha como regra o traço de 1 cm de comprimento, atualmente varia-se de acordo com a extensão da lacuna, destreza do restaurador e suporte; tem-se por "seleção cromática" a técnica que é composta por traços curtos e pequenos, com cores puras, não misturadas na paleta, empregando-se aquarela ou pigmentos em pó aglutinados por verniz, com traços que devem seguir a composição e que necessita de referências de cor e desenho. Ora, normalmente, quando reintegramos pictoricamente uma obra, utilizamos traços (em alguns casos, pontos) que seguem a composição e que variam de tamanho conforme a extensão da lacuna, ao mesmo tempo em que procuramos imitar as cores originais da obra com misturas na paleta, daí a razão, pela qual preferimos adotar o termo "mimética diferenciada", pois objetivamos, por meio desta técnica, apresentar ao observador uma imagem completa “de uma distância de observação normal”, porém, se a reintegração for observada mais de perto, deverá ser claramente reconhecida. Trata-se de um sistema específico de aplicação da tinta que difere do original para que se atinja este objetivo – com uma série de linhas finas, pequenos pontos, etc. Buscando-se, enfim, com esta técnica uma harmonização balanceada, combinando as vantagens da reintegração mimética com as da compensação diferenciada. A seguir fotografias e vídeo que ilustram a técnica, salientando-se que a reintegração encontra-se em andamento e as cores ainda carecem de saturação.

Cusquenho: “remoção de verniz”

Pintura cusquenha "Virgem da Cadeira" - remoção de verniz oxidado

Grande parcela de pinturas antigas possuem revestimentos de verniz orgânico aplicados a sua superfície. Frequentemente, com o passar do tempo, esses vernizes amarelam até um grau tão extremado que acabam por comprometer a fruição estética da obra. Além disso, a estrutura molecular dos vernizes orgânicos interliga-se por "crosslinking", o que torna a sua remoção mais difícil com o transcorrer do tempo. Da mesma forma, acumula-se sujidade sob a superfície do verniz, tornando as cores menos vibrantes e obscurecendo detalhes. Os resultados da remoção de verniz antigo e oxidado podem ser observados neste vídeo.

N. Sra. das Dores: “decapagem com UV”

A decapagem ou remoção de repinturas pode ser feita a olho nu, contudo com o auxílio da luz ultravioleta é possível realizar a remoção de repinturas com uma precisão maior, evitando-se danos à camada de policromia original. Neste caso, optou-se pela remoção das repinturas, pois possuíam tonalidade diversa da original, encontravam-se desniveladas e não circunscritas às lacunas, como também foram executadas com materiais e técnicas inapropriadas de restauração.

Cusquenho: “Virgen de la Salud”

Nuestra Señora de la Salud (provável século XVIII)

"A description of the many Madonnas and women saints which came out of the Colonial workshops of Cuzco would be enough to show us the eminently distinct individuality of this school. Its Virgins and holy maidens are at once mystic and mundane or simply human. Their grace, the way they wear their embroidered garments, the candid distribution of attibutes, everything contributes to give them an excepcional originality". (Fonte: ARBAIZA, Genaro. Peruvian Colonial Art: The Cuzco School of Painting. Editorial Libros de México, S.A., 1964)

Ficha Técnica

Atribuído a/assinado por: Escola Cusquenha
Dimensões: cm x cm aproximadamente
Técnica: óleo sobre tela

Diagnóstico inicial - resumo

Sujidade
Verniz e camada pictórica pulverulentos
Desprendimento da camada pictórica
Perda de camada pictórica
Preenchimentos volumétricos desnivelados
Abaulamento da tela
Rasgos
Ausência de bordas
Reentelamento a cera em desprendimento e com fungos
Pregos oxidados
Chassis sem tratamento

Fotos - detalhes

Fotos - análise microscópica

Perda de camada pictórica e pulvêrulência (rosto do Menino Jesus)
Pulverulência
Craquelamento e perda de camada pictórica
Enxerto com papel de jornal
Tecido do reentelamento e cera

Apêndice - foto complementares (exemplificação de procedimentos)

Aplicação de 1ª camada de filme de isolamento (após limpeza e higienização)
Desmontagem
Remoção do reentelamento
Remoção da cera
Reforço de bordas
Fixação da tela no chassis
Ajustes das cunhas
Preenchimento volumétrico
Aplicação de 2ª camada de filme de isolamento (saturação das cores)
Reintegração cromática (mimética diferenciada)
Aplicação de verniz final

Registro comparativo

Antes Depois

Registro fotográfico pós intervenção

Resumo dos processos de conservação e restauro efetuados

 Intervenção no suporte
 Remoção do reentelamento
 Remoção mecânica!da cera 
 Reforço de bordas (linho e Beva filme)
 Reentelamento solto e fixação da tela no chassis (grampos de!aço inoxidável, chassis! de cedro rosa com cunhas e imunizado contra xilófagos)
 Preenchimentos volumétricos (Modostuc)
 
 Intervenção na pintura
 Remoção de sujidade (Triton X-100 e água deionizada)
 Consolidação de camada pictórica (Paraloid B72, xileno e Kraton G1657)
Aplicação de filme de isolamento (Paraloid B72, xileno e Kraton G1657)
Reintegração cromática mimética diferenciada (pigmentos Maimeri, Pébéo Fragonard e Sennelier aglutinados com Paraloid B72 e xileno)
Aplicação de verniz final com equilíbrio de brilho (Paraloid B72 e cera microcristalina diluídos em xileno)

Condições ambientais para melhor conservação posterior

Temperatura - 20º a 25º C (evitar variações)
Umidade relativa - 45% a 60% (evitar variações)
Iluminação - 5lux a 50lux (evitar variações)
Limpeza - trincha macia e seca

A. Parreiras: “Rio”

Antônio Diogo da Silva Parreiras (Niterói, RJ 1860 - Niterói, RJ 1937)

"Nas pinceladas enérgicas, nas cores vivas que animam pequenos barcos situados sobre a orla do mar, materializa-se a visão de um artista: Antônio Diogo da Silva Parreiras. Nascido em Niterói, a 20 de janeiro de 1860, desde pequeno Antônio corria livremente pelas praias, vivendo no cenário que, mais tarde, seria sua fonte de inspiração. Os estudos eram uma tarefa árdua, enfrentada a contragosto. Apenas o amor pela arte crescia cada vez mais, numa atração irresistível. Porém, é somente aos 23 anos de idade que ele consegue matricular-se na Academia Imperial de Belas Arte do Rio de Janeiro. Nessa escola, o jovem artista sofre grande influência do professor bávaro Jorge Grimm, que introduziu no Brasil a pintura ao ar livre. Passados dois anos, o mestre desliga-se da Academia, indo fundar sua própria escola em Niterói. Parreiras estava entre os alunos que o acompanhavam e, apesar da breve duração do novo curso, nele encontrou os elementos para definir-se artisticamente. Suas obras desse tempo retratam casas ensolaradas, árvores e os segredos da mata captados através de frestas luminosas. A colocação da cor é livre e a composição acompanha a natureza, transformando-se de acordo com o ponto de vista escolhido. Em 1886, Parreiras realiza sua primeira exposição, no Rio de Janeiro, contando com a presença do próprio imperador. Dois anos mais tarde, recebe um prêmio na Academia de Belas-Artes, que possibilita sua ida à Europa, onde entra em contato com as obras dos grandes mestres do passado e dos artista contemporâneos. Em fins de 1889, volta ao Brasil e, logo depois, organiza uma mostra que lhe vale o convite para lecionar paisagem na Academia Imperial de Belas-Artes, função que logo abandona, para criar, em Niterói, sua Escola de Pintura ao Ar Livre. Continuando suas exposições, inclusive em São Paulo e em Belém, Parreiras apresenta sua série de obras que denotam um certo academismo, do qual o autor nunca se libertou completamente. Em 1926, recebe a medalha de honra no Salão Nacional de Belas-Artes. Quando faleceu a 17 de outubro de 1937, a casa onde morou foi transformada em museu, que guarda, além de 231 trabalhos seus, uma importante coleção de artistas nacionais e estrangeiros." (A pintura no Brasil. Abril Cultural. São Paulo, 1981)

Ficha Técnica

Atribuído a/assinado por: A. Parreiras
Dimensões: 58cm x 48cm aproximadamente 
Técnica: óleo sobre tela

Diagnóstico inicial - resumo

Sujidade
Verniz oxidado
Perda de camada pictórica

Foto - detalhe

Perdas de camada pictórica

Apêndice - fotos complementares (exemplificação de procedimentos)

Remoção de verniz oxidado
Aplicação de filme protetor de isolamento
Estucagem
Reintegração pictórica

Registro comparativo

Antes
Depois

Registro fotográfico pós intervenção

Resumo dos processos de conservação e restauro efetuados

Intervenção na pintura
Remoção de verniz oxidado (Solução - N-Metil-Pirrolidona e xileno)
Aplicação de filme de isolamento (Paraloid B72 diluído em xileno)
Estucagem e texturização (Modostuc)
Reintegração pictórica mimética diferenciada (pigmentos Maimeri, Pébéo Fragonard e Sennelier, Paraloid B72 e xileno)
Aplicação de filme protetor final (Paraloid B72 diluído em xileno)

Condições ambientais para melhor conservação posterior

Temperatura - 20º a 25º C (evitar variações)
Umidade relativa - 45% a 60% (evitar variações)
Iluminação - 5lux a 50lux (evitar variações)
Limpeza - trincha macia e seca

Gontran: “composição”

Gontran Guanaes Netto (Vera Cruz, São Paulo, 1933)

Gontran Guanaes Net to (Vera Cruz, São Paulo, 1933) desenhista, pintor e professor, descende de uma família de trabalhadores rurais. Optando pelas artes visuais, começou sua carreira ao participar do IV Salão Nacional de Arte Moderna. Desde então suas obras estiveram presentes em numerosas exposições coletivas, no Brasil e no exterior, grande parte delas de motivação política e social. Realizou também exposições individuais. Dedicou-se ao magistério de arte na Faap, em São Paulo, antes de exilar-se na França, em 1969, devido à sua militância política e ao recrudescimento do regime brasileiro no período. Gontran atuava sobretudo como ilustrador, com o codinome André.
Na França, Gontran tornou-se professor da Universidade de Paris e da Universidade de Nantes. Permaneceu na França durante 14 anos, período em que participou de numerosas ações políticas. Colaborou com o Museu Salvador Allende, foi um dos fundadores do Espaço Latino-Americano em Paris e vice-presidente do Museu Contra o Apartheid, instituído pela Organização das Nações Unidas. Em Paris aproximou-se do artista argentino Julio Le Parc.
Desde o início, a obra de Gontran Guanaes Netto privilegia a figuração social expressionista. Quando retornou ao Brasil, continuou sua luta “em favor dos sem-terra, dos oprimidos”. No final dos anos 1980, comemorava-se o bicentenário da Revolução Francesa. Gontran propôs ao Metrô de São Paulo a realização de uma série de painéis, tendo como tema os brasileiros, a liberdade e os direitos humanos. Com a aprovação da empresa, começa a pintar uma série de sete painéis, três deles intitulados Aspectos das Populações Brasileiras; um deles, Traços das Populações Brasileiras; outro sobre a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão e dois intitulados Marianne. Para tanto, instalou ateliê ao lado da estação. Conversava com os transeuntes, com os passageiros do metrô, entre eles Adriana Madeira, que veio a tornar-se mãe de seu quarto filho, Gabriel. Colocou no painel 4, referente à Declaração dos Direitos Humanos, o rosto de alguns populares que posaram para ele no próprio ateliê da Praça Marechal Deodoro ou que lhe trouxeram fotografias ao lado de vários de seus heróis, tais como Luiz Carlos Prestes, e sua mulher Olga Benário, Sandino, Chico Mendes, Lamarca, Marighela, Fidel Castro, Nelson Mandela e outros. Ao restaurá-los, em 2011, incluiu mais um rosto: o de Arafat, o que causou polêmica. Marianne, a mulher que representa uma alegoria à liberdade na famosa pintura de Delacroix, empunha num painel a bandeira da França e em outro, uma bandeira com as cores verde e amarela do Brasil. Os painéis foram realizados em 1989 e começo de 1990. Concluídas as obras da Estação Marechal Deodoro, Gontran iniciou uma nova série de 10 outras a que denominou de A Catedral do Povo, na Estação Corinthians-Itaquera, com alturas de 2 a 2,3 metros e larguras de 12 a 13 metros. No momento Gontran restaura esses painéis. “Depois – afirma – com 80 anos de idade, posso voltar à França e morrer tranquilo, com a certeza de que deixei no Brasil uma obra importante”.
(Fonte: http://www.metro.sp.gov.br/cultura/arte-metro/livro-digital/arquivos/assets/basic-html/page87.html)

Ficha Técnica

Atribuído a/assinado por: Gontran
Dimensões: 54cm x 65cm aproximadamente 
Técnica: óleo sobre tela

Diagnóstico inicial - resumo

Sujidade
Desprendimento de camada pictórica
Abaulamento da tela
Bordas fragilizadas
Pregos oxidados
Chassis inapropriado
Moldura empenada

Fotos - detalhes

Apêndice - foto complementares (exemplificação de procedimentos)

Consolidação da camada pictórica
Limpeza e higienização
Aplicação de filme de isolamento
Desmontagem
Limpeza e higienização
Reforço de bordas
Instalação da tela em chassis novo
Preenchimento volumétrico
Reintegração cromática (mimética diferenciada)
Instalação de nova moldura

Registro comparativo

Antes
Depois
Antes
Depois
Antes
Depois

Registro fotográfico pós intervenção

Resumo dos processos de conservação e restauro efetuados

Intervenção no suporte
Limpeza e higienização do verso
Reforço de bordas (Beva filme e linho)
Preparação do chassis e cunhas (ilhoses de aço inoxidável e cordão encerado)
Fixação da tela em chassis novo (grampos de aço inoxidável, chassis de cedro rosa imunizado e com cunhas)
Preenchimentos volumétricos (Modostuc)
Instalação de nova moldura (garras e parafusos)
 
Intervenção na pintura
Consolidação de camada pictórica (Plextol D540 e calor)
Remoção de sujidade (Triton x-100 e água deionizada)
Aplicação de filme de isolamento (Paraloid B72 diluído, xileno e Keaton G1657)
Reintegração cromática mimética diferenciada (pigmentos Maimeri, Pébéo Fragonard e Sennelier, Paraloid B72 e xileno)
Aplicação de verniz final com equilíbrio de brilho (Paraloid B72 e cera microcristalina diluídos em xileno)

Condições ambientais para melhor conservação posterior

Temperatura - 20º a 25º C (evitar variações)
Umidade relativa - 45% a 60% (evitar variações)
Iluminação - 5lux a 50lux (evitar variações)
Limpeza - trincha macia e seca

Aldemir Martins: “desacidificação”

Após o clareamento químico da gravura, segue-se o controle de PH para que o papel tenha uma reserva alcalina que auxilia em sua preservação. A solução que contém hidróxido de cálcio é aplicada por aspersão e nela é adicionado o álcool etílico, a fim de obter-se uma maior penetração por capilaridade. Ao final, a gravura é acomodada entre duas placas de vidro e papel mata borrão sobrepostos por pesos para que o papel seque planificado.

Albert Solon: “poster artist”

Albert Solon (1897-1973)

"His name is not well known today, but his visual artwork is in everybody’s memory. Albert Solon was a self-taught artist who made a remarkable career as cartoonist (for the newspaper Paris-Centre), but mostly as poster artist. In the second and third decade of the 20th century Albert Solon worked for a lot of airlines: Farman, SABENA, Air France, Luft Hansa, Imperial Airways, KLM, and he made the very first poster for l’Aéropostale. Solon lived in Paris, and some years after his death, in 1987, his wife made an important donation of his work to the Musé Municipal in his hometown of Nevers." (Fonte: http://www.propellerpropaganda.com/original-vintage-airline-posters/famous-poster-artists/).

Ficha Técnica

Atribuído a/assinado por: A. Solon
Dimensões: 90cm x 60cm aproximadamente 
Técnica: "color poster"

Diagnóstico inicial - resumo

Respingos de tinta guache

Fotos - detalhes

Apêndice - fotos complementares (exemplificação de procedimentos)

Remoção superficial da tinta e afinamento 
Reintegração pictórica

Registro comparativo

Antes
Depois

Registro fotográfico pós intervenção

Resumo dos processos de conservação e restauro efetuados

Intervenção na pintura
Remoção superficial da tinta utilizando um bisturi
Afinamento da remoção com lixa
Reintegração pictórica (aquarela Winsor e Newton Piccadilly)

Condições ambientais para melhor conservação posterior

Temperatura - 20º a 22º C (evitar variações)
Umidade relativa - 45% a 60% (evitar variações)
Iluminação - 5lux a 50lux (evitar variações)

Nicola de Corsi: “marinha”

Nicola de Corsi (Odessa, Ucrânia, 1882 - Nápoles, Itália, 1956)

"Paisagista e marinhista, estudou em Nápoles, onde foi aluno de Giacinto Gigante. Participou da Bienal de Veneza em 1910. Chegou ao Brasil em 1912 e nesse mesmo ano expôs com o pintor Nicola Fabricatore na rua São Bento, em São Paulo. Sobre sua permanência na capital paulista escreveu a pesquisadora Ruth Sprung Tarasantchi: "Nicola De Corsi tem uma bela paleta; quando chegou a São Paulo trouxe telas de todos os gêneros, mas sua especialidade era pintar multidões. Não se interessou pela figura humana em si, mas apanhava aglomerações em praças públicas e mercados, as quais dava grande movimento, com rápidas e vigorosas pinceladas. Em suas marinhas revelou as mesmas qualidades. Pintou tanto a óleo como a pastel." Regressou para a Itália em 1922 e participou do Salão de Paris em 1928." (Fonte: http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Biografia_Artista.asp?idArtistaBiografia=103).

Ficha Técnica

Atribuído a/assinado por: De Corsi
Dimensões: 65cm x 50cm aproximadamente 
Técnica: óleo sobre tela

Diagnóstico inicial - resumo

Sujidade
Verniz oxidado
Perda de camada pictórica
Rasgo e furos
Tachas e pregos oxidados

Fotos - detalhes

Rasgo - frente e verso
Verniz oxidado e rasgo

Apêndice - fotos complementares (exemplificação de procedimentos)

Desmontagem
Limpeza e higienização
Planificação, sutura e remendos
Remoção do verniz oxidado
Remoção de excremento de xilófagos
Após remoção de verniz oxidado e aplicação de filme de isolamento
Estucagem e texturização
Reintegração pictórica mimética diferenciada
Aplicação de filme protetor final

Registro comparativo

Antes
Depois

Registro fotográfico pós intervenção

Resumo dos processos de conservação e restauro efetuados

Intervenção no suporte
Limpeza e higienização (aspirador de pó com filtro HEPA e pó de borracha)
Planificação (calor)
Execução de 2 suturas (Butil-Cianoacrilato e fios coletados)
Execução de 5 remendos (Beva filme e tecido Panamá 100% poliéster)
Fixação da tela no chassis (grampos de aço inoxidável)
 
Intervenção na pintura
Remoção de sujidade (Triton x-100 e água deionizada)
Remoção de verniz oxidado (Solução 1 - Acetona e Hidróxido de Amônio + Solução 2 - N-Metil-Pirrolidona e xileno)
Aplicação de filme de isolamento (Paraloid B72 diluído em xileno)
Estucagem e texturização (Modostuc)
Reintegração pictórica mimética diferenciada (pigmentos Maimeri, Pébéo Fragonard e Sennelier, Paraloid B72 e xileno)
Aplicação de filme protetor final (Paraloid B72 diluído em xileno)

Condições ambientais para melhor conservação posterior

Temperatura - 20º a 25º C (evitar variações)
Umidade relativa - 45% a 60% (evitar variações)
Iluminação - 5lux a 50lux (evitar variações)
Limpeza - trincha macia e seca

José Roberto Aguilar: “Mulher e Flor”

José Roberto Aguilar (São Paulo, São Paulo, 1941)

"Pintor, videomaker, performer, escultor, escritor, músico e curador. Autodidata, integra o movimento performático-literário Kaos, em 1956, com Jorge Mautner (1941) e José Agripino de Paula (1937-2007). Em 1963, expõe pinturas na 7ª Bienal Internacional de São Paulo. Considerado um dos pioneiros da nova figuração no Brasil, participa da mostra Opinião 65, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), em 1965. Nessa época, passa a pintar com spray e pistola de ar comprimido. Vive em Londres, entre 1969 e 1972, e em Nova York, entre 1974 e 1975, época em que inicia suas experimentações com vídeo. Volta a morar em São Paulo em 1976. No ano seguinte, participa da 14ª Bienal Internacional de São Paulo com a instalação Circo Antropofágico Ambulante Cósmico e Latino-Americano Apresenta Esta Noite: A Transformação Permanente do Tabu em Totem, em que expõe 12 monitores de TV no palco do Teatro Ruth Escobar. Em 1981, cria o grupo musical Banda Performática e lança o livro A Divina Comédia Brasileira. Torna-se discípulo do líder espiritual indiano Rajneesh, em 1983, e começa a assinar suas telas como Aguilar Vigyan. Em 1989, realiza a performance Tomada da Bastilha, com a participação de 300 artistas, assistida por cerca de 10 mil pessoas em São Paulo. Nos anos 1990, faz pinturas em telas gigantes e esculturas em vidro e cerâmica. De 1995 a 2002, é diretor do espaço cultural Casa das Rosas, em São Paulo. Em 2003, Aguilar é nomeado representante do Ministério da Cultura na capital paulista." (Fonte: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa4002/jose-roberto-aguilar).

Ficha Técnica

Atribuído a/assinado por: Aguilar
Dimensões: 97cm x 130cm aproximadamente 
Técnica: óleo sobre tela

Diagnóstico inicial - resumo

Sujidade
Manchas
Perda de camada pictórica
Rasgos
Borda inferior fragilizada
Tachas e pregos oxidados
Chassis inapropriado (sem cunhas)

Fotos - detalhes

Apêndice - fotos complementares (exemplificação de procedimentos)

Pré-consolidação
Desmontagem e planificação das bordas
Consolidação final
Limpeza e higienização do verso
Sutura, reforço de bordas e remendos
Preparo do novo chassis e fixação
Limpeza e higienização
Aplicação de filme protetor de isolamento
Estucagem e texturização
Reintegração pictórica mimética diferenciada
Aplicação de filme protetor final

Registro comparativo

Antes
Depois

Registro fotográfico pós intervenção

Resumo dos processos de conservação e restauro efetuados

Intervenção no suporte
Limpeza e higienização (aspirador de pó com filtro HEPA e pó de borracha)
Planificação (calor)
Execução de 3 suturas (Butil-Cianoacrilato e fios coletados)
Execução de 2 remendos (Beva filme e tecido Panamá 100% poliéster)
Reforço da borda inferior  (Beva filme e tecido Panamá 100% poliéster)
Preparação do chassis e cunhas (ilhoses de aço inoxidável e cordão encerado)
Fixação da tela no chassis (grampos de aço inoxidável)
Ajuste das cunhas
 
Intervenção na pintura
Pré-consolidação (água deionizada, álcool etílico e cola PVA Lineco)
Consolidação final (Beva 371, xileno e espátula térmica)
Remoção de sujidade (Triton x-100 e água deionizada)
Aplicação de filme de isolamento (Paraloid B72 diluído em xileno)
Estucagem e texturização (Modostuc)
Reintegração pictórica mimética diferenciada (pigmentos Maimeri, Pébéo Fragonard e Sennelier, Paraloid B72 e xileno)
Aplicação de filme protetor final (Paraloid B72 diluído em xileno)

Condições ambientais para melhor conservação posterior

Temperatura - 20º a 25º C (evitar variações)
Umidade relativa - 45% a 60% (evitar variações)
Iluminação - 5lux a 50lux (evitar variações)
Limpeza - trincha macia e seca
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